Igreja Adventista do Sétimo Dia - Vila Santa Maria

O Papel da Mulher no Plano de Deus

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Neste sábado tivemos a alegria de receber a visita da irmã Andreza, que veio da Igrejinha junto com seu esposo Giovanni e a filha Lara. Com o Dia da Mulher sendo celebrado no dia seguinte, a mensagem não poderia ter sido mais oportuna: o papel da mulher na criação de Deus.

Flores no Jardim de Deus

Andreza começou com uma homenagem carinhosa às mulheres. Ela comparou as mulheres a flores e fez uma pergunta simples: se Deus tivesse criado todas as flores da mesma cor, todas amarelas, ou todas rosas, o mundo seria tão bonito? Claro que não. O mundo é belo justamente porque Deus nos criou diferentes, e é essa diferença que nos faz únicas e especiais. Todas somos lindas flores no jardim de Deus.

Ela também trouxe uma reflexão importante sobre autoestima. Muitas vezes alguém nos elogia e a gente fica desconcertada, achando que não merece. Andreza explicou que a forma como nos sentimos fala a verdade sobre como nos sentimos, mas não necessariamente diz a verdade sobre quem somos. Ela deu o exemplo dela mesma: muitas vezes não se sente uma boa pregadora, mas quando avalia racionalmente, percebe que talvez seja. Não se sentir assim não significa que não é.

A Estratégia da Contrafação

Um dos pontos centrais da mensagem foi o conceito de contrafação, a estratégia do inimigo para distorcer a verdade de Deus. Andreza pegou uma laranja emprestada da cesta de um irmão e explicou: é muito mais fácil enganar alguém usando algo parecido com o original do que algo completamente diferente. Se ela mostrasse uma banana dizendo que é laranja, ninguém acreditaria. Mas se mostrasse outra fruta parecida, o engano seria mais fácil.

Satanás não diz que a palavra de Deus é mentira, isso seria escancarado demais. O que ele faz é distorcer, criar uma contrafação. Ela pesquisou no dicionário e trouxe o significado: fingimento, simulação, disfarce, falsificação. O inimigo pega algo muito parecido com a verdade, mas que não é a verdade, e coloca no lugar.

Ela deu o exemplo do sábado: Satanás não disse que não existia mais um dia de guarda, ele apenas trocou o dia. Fez uma contrafação. E com a família e o papel da mulher, o inimigo faz a mesma coisa.

A Mulher Idônea: Igual, Não Inferior

Andreza foi direto ao ponto: quando Deus criou Eva, ela foi criada como idônea de Adão. A palavra "idônea" vem de "igual", "idêntica", eles tinham o mesmo nível. O que o pecado fez no coração de homens perversos foi tratar a mulher como inferior, e isso nunca foi o plano de Deus. A própria avó de Andreza sofreu muita violência numa época em que isso era tristemente comum.

Ela reconheceu a importância das bandeiras que se levantam em defesa dos direitos das mulheres, a luta contra a violência, a igualdade de salários, tudo isso é muito válido. Porém, ao mesmo tempo, o inimigo tem usado esses movimentos para distorcer o papel que Deus designou para a mulher dentro da família.

A Mulher Virtuosa de Provérbios 31

Andreza abriu a Bíblia em Provérbios 31:10 e leu sobre a mulher virtuosa. Ela fez questão de destacar que essa mulher trabalhava com as mãos, era como um navio mercante que de longe traz o seu pão, se levantava ainda de noite, examinava propriedades e adquiria terras com a renda do seu trabalho. Na prática, a Bíblia está descrevendo uma empresária, uma mulher com qualidade de trabalho que também edifica a sua casa.

A mulher pode e deve trabalhar? Sim, isso é inegável na Bíblia. Mas a pergunta que Andreza trouxe foi: qual é o papel da mulher no grande objetivo de Deus, no sonho de Deus para a família?

Submissão: Não É o Que Você Pensa

Esse foi um dos momentos mais fortes do sermão. Andreza perguntou quantas pessoas já ouviram, como piada ou como verdade, que a mulher tem que ser submissa ao marido. Ela foi enfática: submissão incondicional não é o plano de Deus.

Devemos ser submissas? Sim. Mas submissão não significa sujeição, não significa estar abaixo. Ela trouxe uma citação do livro O Lar Adventista, página 91, cujo título já é um sermão completo: "A sujeição da esposa depende da sujeição do marido a Cristo."

Ou seja: a mulher não se sujeita a qualquer homem. Ela se sujeita a Deus, e só vai se sujeitar a um homem conforme Deus pediu se esse homem for sujeito a Cristo. Se não for, ela tem o direito de não se sujeitar.

Andreza leu um trecho poderoso que dizia que muitos maridos não têm representado corretamente a relação de Cristo com a igreja. Declaram que a esposa deve se sujeitar em tudo, mas não foi desígnio de Deus que os maridos dominassem quando eles próprios não se submeteram a Cristo. E foi ainda mais direta: se o marido é grosseiro, rude, egoísta, ríspido e opressor, não se deve jamais dizer que ele é o cabeça da esposa, pois ele não é o Senhor, nem é o marido no verdadeiro significado do termo.

O marido deve ser como um salvador em sua família, criando uma atmosfera suave ao seu redor, cultivando o amor de Jesus como princípio permanente em sua vida. Andreza disse que faz questão de se submeter a um homem assim, porque Jesus não machuca, Jesus não faz sentir mal, Jesus ama e deu a vida por nós. É esse tipo de homem que ela espera.

A Maternidade: O Trabalho Mais Nobre e Mais Árduo

Andreza compartilhou sua experiência pessoal como mãe da Lara, que na época tinha seis meses. Ela contou que estudou durante oito anos na faculdade, fez cursinho, pós-graduação, cursos de educação continuada, mas tudo isso é "fichinha" perto de cuidar de um filho.

Na faculdade ela dormia mais, tinha horário para entrar e sair. Como mãe, trabalha 25 horas por dia, porque o dia parece ter mais que 24. Ela falou sobre o cansaço extremo do pós-parto, sobre ouvir o bebê chorando mesmo longe da criança, sobre descobrir que o chuveiro faz barulhos que imitam o som de um bebê. São sintomas reais e sérios que merecem atenção.

Ela contou que chegou a um ponto de exaustão em que entregou a Lara para o marido e disse que ia aprender a fazer o trabalho dele no computador. Para ela, aquilo era um oásis no deserto, só queria um descanso de ser mãe, porque a maternidade é um mergulho sem fim.

Andreza trouxe então uma citação do Lar Adventista, página 188, que diz que quando o marido vai trabalhar e a esposa fica cuidando dos filhos, ela está fazendo uma obra tão importante quanto a dele. Enquanto o marido é missionário lá fora, ela atua como missionária dentro do lar. E muitas vezes as ansiedades e responsabilidades dela excedem as do marido.

O trecho mais impactante foi este: o marido pode ser honrado pelos homens lá fora, enquanto a fiel obreiro do lar não recebe reconhecimento algum. Mas se ela se empenhar pela felicidade da família e pela formação do caráter dos filhos à imagem divina, os anjos inscreverão o nome dela junto ao dos maiores missionários do mundo.

Ela disse: se uma mulher analfabeta for uma boa mãe, essa mulher teve mais trabalho e mais êxito na vida do que qualquer diploma na parede.

Os Primeiros Anos São Fundamentais

Andreza, que é psicóloga, trouxe um olhar técnico sobre a importância dos primeiros anos de vida. Ela mencionou a pesquisadora americana Erica Komisar, que apresenta evidências científicas sobre as consequências para crianças que até os três anos não são criadas pela mãe dentro de casa, e o adoecimento da sociedade que resulta disso.

Citou também a teoria do apego de John Bowlby: nos três primeiros anos, a criança registra tudo emocionalmente, mesmo sem compreensão cognitiva. Esse registro influencia nossa segurança como adultos. Quanto mais as necessidades da criança são atendidas, mais ela será um adulto seguro. Quando a criança é deixada sem atendimento, cria ativações no sistema límbico que a condicionam a um estado de ansiedade, podendo desenvolver transtorno de apego.

Ela destacou que até os sete anos é o período de formação do caráter, mas os três primeiros anos são absolutamente fundamentais. E fez questão de abrir um parêntese de graça: às vezes a mãe se ausenta não porque quer, mas porque precisa, e Deus entende isso e terá misericórdia.

Exemplos Bíblicos de Mulheres Poderosas

Andreza citou vários exemplos de mulheres na Bíblia que tiveram papéis fundamentais. Joquebede, mãe de Moisés, criou as bases do caráter dele nos primeiros doze anos de vida, o suficiente para que ele se tornasse o libertador do povo de Israel. Ana era uma mulher de oração, e Samuel desde a infância já adorava a Deus porque tinha uma mãe espiritual. Débora era líder e guerreira. Ester arriscou a própria vida para salvar o povo de Deus. Rute, que não tinha contato com Deus, escolheu servi-Lo e acabou fazendo parte da linhagem de Jesus.

Ela também mencionou Ellen White, lembrando que ela não foi a primeira a receber visões, um homem antes dela recebeu, mas não pregou a palavra. Ela pregou. Deus levanta mulheres para fazer Sua obra quando encontra corações dispostos.

O Quarto de Guerra

Para encerrar, Andreza exibiu um trecho do filme "Quarto de Guerra", mostrando uma mulher que decide lutar em oração pelo seu lar, expulsando o verdadeiro inimigo da sua casa com a palavra de Deus. A cena mostrava a personagem declarando que Jesus é o Senhor daquela casa, que sua alegria vem de Jesus, e ordenando ao inimigo que saísse, levando suas mentiras, esquemas e acusações.

O Apelo Final

Andreza concluiu reafirmando que Satanás criou uma contrafação dizendo que a mulher tem mais valor no mundo do que dentro da família. As mulheres possuem um potencial tremendo, não é à toa que se destacam em cargos de liderança. Foi Deus quem deu essas habilidades. Mas Ele pediu para liderarmos o lugar mais importante de todos: a nossa casa.

O lar é o primeiro campo missionário, e a mulher é a figura central ali. Deus chama mulheres para posições de confiança e responsabilidade quando o coração delas está voltado para Ele.

Ela contou sobre a sogra dela, que enfrentava brigas do sogro toda vez que queria ir à igreja no sábado. O inimigo tentava impedir, mas ela não desistiu. Hoje tem os quatro filhos no caminho do Senhor, e o sogro voltou a estudar a Bíblia.

Andreza encerrou com uma oração pedindo que Deus corrija nossos caminhos, que nos leve de volta ao plano que Ele traçou para nossas vidas, homens, mulheres e crianças, e que no dia seguinte, Dia da Mulher, cada uma pudesse se sentir verdadeiramente amada.

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